segunda-feira, 26 de junho de 2017

"O Curioso Caso de Benjamin Button" ou o famoso conto de F. Scott Fitzgerald

Já imaginou ir na contramão da ordem natural da vida nascendo como uma pessoa idosa e ir rejuvenescendo? É uma ideia interessante e ao mesmo tempo angustiante, não acha? Bem, pra ter uma noção do que seria isso, é recomendável conhecer um dos contos mais célebres de F. Scott Fitzgerald: O Curioso Caso de Benjamin Button (que nessa edição vem acompanhado de Bernice Corta o Cabelo, conto que prefiro resenhar em outro momento).

(Foto: Murilo Viégas)

Fitzgerald é um dos mais famosos escritores estadunidenses, considerado, inclusive, um dos melhores do século XX. Ele escreveu uns romances e contos que muita gente acaba conhecendo por terem feito grandes produções cinematográficas posteriormente, como o próprio O Curioso Caso de Benjamin Button e O Grande Gatsby.

F. Scott Fitzgerald (Foto retirada do site: PBS NEWSHOUR)


O Curioso Caso de Benjamin Button é um dos contos da coletânea do autor chamada Contos da Era do Jazz, mas quando li foi nesta edição das fotos que ilustram essa postagem, da L&PM Pocket, que só agregou mais um conto para dar corpo ao livro. O principal conflito do conto é o fato de Benjamin Button, uma criança muito aguardada pela sua rica família e orgulhoso pai, ter, sem explicação e culpa, desapontado e assutado a todos por ter nascido com a aparência de um homem idoso. A vergonha, o desapontamento e a angústia especialmente do pai, que é o único da família a ser mencionado constantemente (menções à mãe praticamente desaparecem na narrativa inteira), fazem com que Benjamin torna-se ainda mais confuso com o seu próprio curso de vida particular: ao invés de envelhecer, ele rejuvenesce.

(Foto: Murilo Viégas)

O conto inteiro é a vida de Benjamin Button, é sobre seus descobertas, seus amores, sua infância e juventude deslocadas de um padrão físico comum a qualquer ser humano. Caso você já tenha assistido ao premiado filme, lançado em 2008 e dirigido por David Fincher, mas ainda não leu o conto, talvez esteja se perguntando como conseguiram desenvolver um filme longo baseado em um conto tão curto... Ou então talvez esteja pensando numa história de amor que se tornou complicada porque enquanto um envelhecia, o outro rejuvenescia... Bem, estes possíveis questionamentos têm uma relação muito maior com o filme mesmo, porque o conto é um bocado diferente: mais direto, mais cru, mais pessimista. Ainda assim eu adoro o filme e acho válido conferir, dê uma olhada no trailer:


No filme, algumas coisas parecem fazer até mais sentido, como o fato de Benjamin nascer idoso mas com um tamanho proporcional ao de um bebê, no conto não é bem assim... Mas que fique claro: o conto não precisa fazer sentido em tudo, procurar sentidos exatos em obras literárias analisando como se fosse uma conta de matemática é terrível, em muitos momentos você tem que sentir as palavras e se deixar levar pelo enredo sem medo de ser feliz, lembrando sempre que na literatura há liberdade e na liberdade pode haver fantasia! Ou você não acha que lá na história da Cinderela perderia toda a graça o fato de ser impossível um ser humano ser tão leve ao ponto de não quebrar um minúsculo sapato de cristal?! Pois é, temos que pensar nisso, hein.

(Foto: Murilo Viégas)

Bem que eu gostaria de contar mais e mais coisas sobre a vida do Benjamin Button, mas já é tão curtinho e ainda espero que você leia em algum momento, é um conto que pode trazer inúmeras reflexões sociais e existenciais, vale à pena procurar logo por essa leitura.

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Sou associada Amazon, ganho uma pequenina porcentagem por cada clique originado aqui no blog, então se você gostou da resenha e já ficou só curiosidade pra ler o conto, basta clicar no links de cada vez que o título da obra foi mencionado ou clicar AQUI (aproveite enquanto ainda está baratinho, haha), assim você conhece mais um pouco sobre os detalhes físicos dessa edição bonitinha que você conheceu nas fotos.

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Esta foi mais uma postagem do blog, espero que você tenha gostado e já esteja preparando muitas leituras pra discutirmos aqui. Caso queira contar mais sobre sua experiência com esse conto, ou sobre a sua vontade de lê-lo logo, é só contar aí nos comentários, na página do blog no facebook ou na continha dele no instagram, tá certo? Então tá certo! 

sábado, 24 de junho de 2017

Conheça o projeto 1BOOK4LIFE

Você já parou pra pensar porque as pessoas leem cada vez menos no nosso país? 70% dos brasileiros não têm a prática regular da leitura, sendo que 150 milhões de pessoas no nosso país são analfabetas funcionais! Já parou pra pensar também que, muitas vezes, até quem tem condições de comprar livros ou tem bibliotecas acessíveis e educação de qualidade simplesmente não lê regularmente? Imagine agora uma criança (ou milhares de crianças) que nem esse privilégio tem... Pois então, é por isso mesmo que resolvi fazer essa postagem especial apresentando o projeto 1BOOK4LIFE Brasil.

Foto: Divulgação (apresentação do  projeto no site 1BOOK4LIFE)

Recentemente recebi uma mensagem via Instagram da conta do 1BOOK4LIFE do Brasil pedindo minha opinião a repeito do projeto, que confesso: não o conhecia, então fiz uma rápida busca na internet e vi que seria muito válido fechar uma parceria de divulgação com eles. Respondi a mensagem de volta com a proposta e foi só amor, por isso estou escrevendo essas palavras pra vocês.

Foto: Divulgação (apresentação do  projeto no site 1BOOK4LIFE)








Foto: Divulgação (apresentação do  projeto no site 1BOOK4LIFE)

Foto: Divulgação (apresentação do  projeto no site 1BOOK4LIFE)

Foto: Divulgação (apresentação do  projeto no site 1BOOK4LIFE)



























































1BOOK4LIFE (Para quem não conhece a língua inglesa: book = livro, life = vida, então é o "4" é uma trocadilho de "four" (número quatro por extenso) e"for" = "para") é um projeto que nem surgiu no Brasil, entende-se pelo nome, mas que começou a ganhar certa força no nosso país e merece um tempinho de atenção, assim como qualquer movimentação em prol da leitura. Tirei algumas imagens que ficam na apresentação do site, como essas que vocês acabaram de ver e mais essas abaixo, pra vocês começarem logo a entender como o projeto funciona.

Foto: Divulgação (apresentação do  projeto no site 1BOOK4LIFE)

Foto: Divulgação (apresentação do  projeto no site 1BOOK4LIFE)

Foto: Divulgação (apresentação do  projeto no site 1BOOK4LIFE)

Então como vocês podem começar a participar? Assim:

Foto: Divulgação (apresentação do  projeto no site 1BOOK4LIFE)

Foto: Divulgação (apresentação do  projeto no site 1BOOK4LIFE)
Foto: Divulgação (apresentação do  projeto no site 1BOOK4LIFE)

Viram só como é simples? Achei bem legal mesmo, por isso acredito que, como já dito, é muito válido divulgar, para se aprofundar ainda mais no assunto, basta visitar o site clicando AQUI (ou nos links espalhados pela postagem quando aparece o nome do projeto).. Ah sim, caso vocês também conheçam projetos que se preocupam com o incentivo à leitura e fomento do livro, por favor, contem aí nos comentários e ajudem a divulgar essas belezuras, certo?


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Esta é uma postagem de parceria com o 1BOOK4LIFE Brasil que visa a divulgação de projetos beneficentes para crianças crianças carentes. Todo projeto nessa área é bem vindo aqui no blog, basta entrar em contato pela página do blog no facebook, pela conta no instagram ou enviando um email. Espero que todos gostem e sempre ajudem bastante. 

segunda-feira, 19 de junho de 2017

A contente "Pollyanna" de Eleanor H. Porter

ATÉ QUE ENFIM VOLTEI! Faz tempo que eu tô toda "ai, tenho que voltar com o blog, tenho que voltar com o blog", mas o que acontecia? Isso mesmo, eu não voltava. Um belo dia, assistindo vídeos do canal da Isabella Lubrano, o Ler Antes de Morrer, percebi que eu tinha que voltar porque vale à pena sim ter um blog literário e vale à pena sim persistir e aprender a ter disciplina, o que talvez estivesse faltando pra eu dar conta de sustentar todas as minhas tarefas. Sendo assim, marco o retorno das resenhas e dessa atividade (escrever) que considero ma-ra-vi-lho-sa com um livro que podemos adjetivar da mesma maneira: Pollyanna, de Eleanor H. Porter. 

(Foto: Murilo Viégas)


Fazia tempo que eu tinha vontade de ler Pollyanna no texto integral, até então só tinha lido uma edição adaptada lá na biblioteca da escola que eu estudava, acho que eu tinha uns onze ou doze anos, não lembro muito bem, mas o que eu não conseguia esquecer de jeito nenhum era do bendito "jogo do contente"! Um belo dia estava eu passeando pela Amazon e vi essa edição de Pollyanna da Editora Autêntica em promoção, então pensei "É AGORA". Comprei, ou melhor, "comprei" (porque acabou sendo meu presente de dia dos namorados ). Assim que chegou eu li e sim, o "jogo do contente" estava lá, a Pollyanna estava lá, a Tia Polly, a Nancy, todo mundo estava lá só esperando pra ser lido! Foi um encontro tão bom! Li tudinho gostando bastante da tradução da Márcia Soares Guimarães e das notinhas que ela colocava (isso é importante).

(Foto: Murilo Viégas)


Em 1912, a estadunidense Eleanor H. Porter, que foi cantora e também escrevia bastante para crianças, publicou Pollyanna (em português também é bastante vista como "Poliana"). A história é de uma menininha que ficou órfã e precisou morar com a tia, Polly Harrington, única parente viva da criança. Esta tia não era lá uma pessoa muito simpática e nem muito querida pelas pessoas, mas os mais antigos, como o jardineiro Velho Tom, bem sabiam alguns porquês dessa realidade... acontece que Nancy, jovem empregada da casa, assim como a maioria das pessoas na cidade de Beldingsville, só achavam que Tia Polly era uma mulher meio azeda mesmo e pronto. Leia um trechinho do momento em que Nancy vê Pollyanna pela primeira vez:

"Não demorou muito para Nancy ver uma garotinha esbelta, usando um vestido xadrez vermelho de algodão, e com duas tranças longas e grossas de cabelos louros nas costas. Sob o chapéu de palha, um rostinho sardento e ansioso virava para a esquerda e para a direita, nitidamente procurando alguém" (página 19)

Quando Pollyanna chegou, faladeira e extremamente contente por qualquer motivo, não só Nancy começou a se sentir modificada, mas a cidade inteira! Pollyanna ensinava o "jogo do contente" pra todos que conhecia, só não ensinou para a Tia Polly porque ela, de certa forma, não permitiu isso. O "jogo do contente" era assim: você precisava encontrar algo bom em qualquer coisa que acontecesse, era preciso ver o lado bom de tudo, logo quanto mais difícil era encontrar, mais interessante se tornava o jogo.

(Foto: Murilo Viégas)


É muito bacana a forma como a narrativa vai sendo desenvolvida, é tudo muito sutil, delicado, sentimental, a leitura flui que é uma beleza! Li rapidinho de tão empolgada, haha. Pollyanna é uma personagem tão encantadora que é até difícil imaginar um ser humano real sendo daquele jeito sempre (mas quero acreditar que isso seja possível). O "jogo do contente" é uma válvula de escape para a menina, é a forma encontrada para que ela pudesse fugir ao máximo das angústias do mundo, tentando melhorá-lo de maneira otimista e inocente.

(Foto: Murilo Viégas)


Como já comentei aqui em outras resenhas, não gosto nadinha de histórias que deixam explícitas as moralidades, já bastam as fábulas, por isso recomendo Pollyanna em dobro porque não senti essa "lição de moral" explícita, tudo fica por conta da sua reflexão a partir dos discursos formadores dos diálogos. Notei a crítica ao sensacionalismo que as pessoas podem fazer com a caridade, especialmente por ser uma obra que faz um panorama interessante dos hábitos dos cristãos estadunidenses de pequenas cidades mais conservadoras no início do século passado. É bem interessante... já marquei como favorito, especialmente porque gosto de tudo que consegue ser doce e crítico ao mesmo tempo.

(Foto: Murilo Viégas)

Se você já leu Pollyanna, pode me contar nos comentários ou na página do blog no Facebook o que você achou da leitura, quais as suas impressões em relação a tudo o que escrevi nessa resenha e até mais. É bom mencionar também o fato de muitas adaptações terem sido feitas, especialmente adaptações cinematográficas, dentre elas a da Walt Disney nos anos 60; consegui esse pedacinho (dublado) no YouTube, o início é do momento em que Pollyanna chega na casa da Tia Polly e a conhece:


Pollyanna é um clássico da literatura infantojuvenil, da literatura universal, na mesma época da publicação já foi um sucesso tão grande que logo Eleanor H. Porter publicou uma continuação, Pollyanna Moça (que também pretendo resenhar). Por ser um clássico, podemos encontrar muitas percepções, uma delas é de que Pollyanna simplesmente foge da realidade e se acomoda com o que há de ruim no mundo tentando não percebê-lo, mas acredito que essa seja uma percepção um tanto quanto equivocada, pois em muitas situações percebemos a empatia dela e a forma que ela tem de tentar mudar o que considera errado, injusto, basta ver o caso de Jimmy Bean...

(Foto: Murilo Viégas)

Espero que todo mundo tenha seu lado Pollyanna mais acordado, o mundo é tão difícil de digerir que vez ou outra precisamos lembrar da importância do otimismo, da alegria, da beleza que há em viver. Pollyanna tem me ensinado isso... tanto que recomendei pra todo mundo, no momento quem está lendo é meu pai, de vez em quando ele me olha e pergunta se tô contente, haha.

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Sou associada da Amazon (que é por onde compro boa parte dos meus livros), ganho uma pequena (é bem pequena mesmo, sério) porcentagem por cada clique e compra feita pelos links aqui do blog, então se você gosta desse espaço, quiser e puder adquirir esse livro, compre clicando AQUI ou em cada vez que o título da obra é citado ao longo da resenha. Desde já agradeço bastante! Mas se você não puder, não tem problema nenhum, procure por um amigo ou amiga que possa emprestar (e devolva depois!!!) ou empreste em uma biblioteca, o importante é ler.

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Pretendo postar uma resenha por semana aqui no blog, além das postagens extras de outras abas inclusas no projeto: entrevistas, especiais, teoria literária, etc. Espero que você tenha gostado dessa resenha, que comente o que achou, e também curta a página no Facebook e siga no Instagram para acompanhar ainda mais de perto. 

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Ausências e suas justificativas...

Faz tempo que não dou as caras aqui pelo blog, sei que tô em falta. De fato, eu já tenho a minha desculpa prontinha: ultimamente ando muito ocupada. Não do tipo ocupada sem tempo pra qualquer coisa, mas do tipo ocupada preguiçosa... até tenho tempo, mas me falta um pouco de vontade. Pra muita gente é uma grande bobagem essa história de só escrever quando tem vontade, mas pra mim isso é muito importante, por isso receio que esse blog venha a ter alguma pontinha ligada ao lado mais comercial do funcionamento das coisas...

(Foto: Jéssika Laranjeira)



Sempre gostei muito de navegar pela internet, tanto é que já sei que o termo "navegar" nem pega tão bem assim, me acabo de rir com memes e gifs, às vezes escrevo umas bobagens em algumas redes sociais enquanto em outros tento deixar registrados momentos e pensamentos importantes pra mim no momento que publico. Assim que funciona, ao menos aqui no meu cantinho de frente pra essa tela de computador, minha velha conhecida. Tá, mas e aí? O que tem a ver gostar de internet e vontade ou não de escrever? Aí é que tá! Criei esse espaço como se fosse um quarto recém reformado: sabe como é, não é mesmo? Tá lá o quarto todo bonitinho, do jeitinho que você queria, limpinho e arrumado, é um cantinho só seu! Mas aí o que você faz? Chama toda a família pra curtir o espaço também, leva os amigos pra fazer um tour por lá, pede a opinião de todo mundo, chama até o cachorro pra farejar o espaço tomando cuidado pra ele não fazer xixi na ponta da colcha da cama. Acontece, né? Eu sabia que sim. Esse blog aqui, que um dia desses fiquei pensando no tanto de criatividade que me faltou pra criar um nome melhor, é o meu cantinho bonito pra onde eu convido todo mundo a fazer visita, mas nem sempre eu tô com pique pra ficar arrumando o espaço, então deixo como tá e, pelo menos, ainda fica aqui pra quem quiser olhar e participar um pouquinho.

Tenho encontros marcados nas férias de julho, os acompanhantes já estão me esperando, hehehe. (Foto: Jessika Laranjeira)
Quem me conhece (ou então já leu um pouco mais de postagens desse blog) sabe o quanto a literatura tem tomado espaço de importância na minha vida. Não posso nem dizer que "ah, desde criança eu já leio Dostoiévski", porque seria mentira, bem como seria mentira se eu dissesse que já li, mas a questão aqui no blog é a seguinte: eu tô traçando o meu caminho como leitora, você quer me acompanhar? Esse é o esquema montado, esse é o trajeto, compreende? Esse espaço todo miudinho aqui tem um pedaço importante de mim e é um pedaço desses que a gente divide com as pessoas. Quando resolvi que eu tinha que trabalhar com livros, que eu tinha que estudar literatura e que eu tinha que me dedicar mais à escrita, tava resolvendo também que tudo isso estava além de mim, além das minhas próprias vontades, é fato: eu estudo e me envolvo com a literatura porque tenho começado a amar essa área, mas estudo e me envolvo (e exponho!) porque sei o quanto a prática da leitura (literária, diga-se de passagem) é essencial na vida de qualquer ser humano e eu preciso, de alguma maneira, romper os muros das universidades e trazer, à minha maneira, a literatura pra qualquer pessoa conhecer... Às vezes acontece de as pessoas nem conhecerem determinados livros e comentarem "puxa, eu vou atrás desse" ou "caramba, eu quero muito ler esse livro" ou "do jeito que você falou desse livro eu fiquei com vontade de ler"... esse tipo de coisa é pra ganhar o dia!

Esse é meu mundinho literário que, na verdade, faz de mim ainda mais parte de um mundão! (Foto: Jéssika Laranjeira)


Enfim, depois de todo esse desabafo que eu nem me dei o trabalho de corrigir porque quero mais é ser espontânea mesmo igual como acontece na fala não é mesmo? (perceba a ausência de vírgulas, agora respire...) Gostaria de deixar a seguinte frase e preciso que você faça um "eba!" quando acabar de ler: (tambores rufando) Vou voltar a postar no blog logo logo! (Agora sim: "eba!")

É sério, vou voltar. Até na Obvious fiquei sem escrever, pasmem...

Então é isso, até depois.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

"Every Thing On It" de Shel Silverstein (os primeiros poemas em inglês!)

Every Thing On It, do Shel Silverstein, foi o primeiro livro de poemas que li em inglês. São poemas para crianças, as rimas comumente são emparelhas, intercaladas e alternadas, então da vontade de ler quase cantando. É uma gracinha!

Os meus dedos ficaram bem no título, mas essa ainda foi a melhor foto pro topo da postagem, hahaha. (Foto: Murilo Viégas)



Como o livro é sem a capa removível. (Foto: Murilo Viégas)
Cada poema é sobre algum assunto referente à realidade de boa parte das crianças, coisinhas bem singelas e muito adoradas: bombons, jujubas, brincadeiras no parquinho... outras nem tanto, como o desconforto de uma criança deixada de lado, as pequenas lutas diárias das pessoas, a aceitação e a necessidade de adaptação para sobreviver na sociedade. Tudo está ali, como faz referência o título, e a tradução pode ser essa.

(Foto: Murilo Viégas)

(Foto: Murilo Viégas)


Shel Silverstein foi um músico, cartunista e escritor de livros infantis estadunidense, ele mesmo ilustrava seus livros e a estética é sempre bastante minimalista, graciosa e em traços pretos sobre folhas brancas, sem preenchimentos. Acho as ilustrações tão simples quanto bonitas e criativas. Os poemas, então, são encantadores... essa é uma obra realmente linda e delicada.

Na foto da costa, o autor. (Foto: Murilo Viégas)




(Foto: Murilo Viégas)
Alguns poemas são curtinhos, outros maiores. Marquei muitas partes do livro e o guardo na minha estante com muito carinho.

(Foto: Murilo Viégas)

(Foto: Murilo Viégas)


Espero que você tenha gostado dessa resenha de Every Thing On It, ela ficou bem resumidinha, mas eu gostei, até porque são vários poemas e já pensou se fosse contar tim-tim por tim-tim? Pois é. Melhor que você mesma/mesmo descubra, assim vai ser até mais legal, acredite! E não, não vou traduzir! Livros em inglês ou em qualquer outro idioma devem ser um desafio pra nós, viu?

(Foto: Murilo Viégas)

(Foto: Murilo Viégas)

(Foto: Murilo Viégas)







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Gostou desse livro? Lindo, né? Tem na Amazon. Sou associada da Amazon (que é por onde compro boa parte dos meus livros), ganho uma pequena (é bem pequena mesmo, sério) porcentagem por cada clique e compra feita pelos links aqui do blog, então se você gosta desse espaço, quiser e puder adquirir esse livro, compre clicando  AQUI ou em cada vez que o título da obra é citado ao longo da resenha. Desde já agradeço bastante! Mas se você não puder, não tem problema nenhum, procure por um amigo ou amiga que possa emprestar (e devolva depois!!!) ou empreste em uma biblioteca, o importante é ler.

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Muito obrigada a todos que estão acompanhando o blog, essa é minha primeira resenha de livro em outro idioma e eu tô bem ansiosa pra saber o que você achou. Me conte aí nos comentários. 

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Observação: Infelizmente não encontrei edição em língua portuguesa desse livro, acredito que não tenha ainda. Mas quem sabe essa não é uma oportunidade de aprender ou aperfeiçoar o inglês, né?

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

"O Alimento do Amor" de Anthony Capella (e como esse livro me deu fome!)

Oi! Hoje vou resenhar um livro que li ano passado pertinho do meu aniversário. Me empolguei tanto que resolvi, pra comemorar meu dia, cozinhar coisas que me lembrassem a Itália: macarronada e pizza! Fiz até a massa da pizza! Claro que não ficou do tipo que se diz "Puxa vida, que massa fofinha e macia", porque a verdade é que ficou parecendo uma massa de burrito, fina e só um pouco flexível, hahaha. O importante é que todo mundo comeu e ainda provou o que fiz questão de comprar: suco de uva, não de caixa, mas aquele de garrafa integral todo enfeitado, etc. "Certo, mas por que toda essa história de comida e fazer comida e suco de uva e sei lá mais o quê?", você pode estar se perguntando, então respondo o seguinte: foi tudo por causa desse livro!

(Foto: Murilo Viégas)

O Alimento do Amor é um livro muito fofo, uma leitura de entretenimento e informação sobre um bocado de coisas da cultura italiana, por isso, se você é amante da Itália, esse livro é um prato cheio! A leitura é bem leve, um tanto comprida (são quase 400 páginas), achei um amorzinho só! Resumindo: um leitura gostosa, sabe? E que, como já dito, me deu fome!

(Foto: Murilo Viégas)


No livro você conhece Laura, um jovem estadunidense que está se aventurando na Itália enquanto faz um curso de artes. Lá Laura começa a viver como uma italiana mesmo, passa a compreender certos costumes e seus próprios gostos começam a ser moldados de acordo com a cultura local. Entretanto, um dos gostos mais marcante de Laura torna-se a cozinha! É aí que a coisa toda ficou legal.

(Foto: Murilo Viégas)


Um dia ela chega num café e pede um "latte machiatto, lungo e bem caldo" (a tradução, segundo a internet, haha, é: "latte macchiato, longo e bem quente"), e o garçom, Tommaso, percebe, só por esse pedido, que ela está além de uma turista, fugiu do lugar comum dos turistas, ela é praticamente nativa, então logo Tommaso fica determinado a conquistá-la (nessa hora dá pra perceber bem a fixação das personagens com a culinária).

(Foto: Murilo Viégas)


O grande problema nessa ideia toda do Tommaso é que ele simplesmente não sabe cozinhar! Então como ele pode conquistar a moça pela boca? A solução foi Bruno, o amigo tímido de Tommaso que cozinha extremamente bem e tão anonimamente que dá dó.

(Foto: Murilo Viégas)


Não posso contar mais que isso porque não quero contar partes reveladoras da narrativa, mas para quem está acostumado com comédias românticas e leituras leves, talvez o decorrer da história seja um pouco previsível... ou não... só lendo pra descobrir, haha.

(Foto: Murilo Viégas)


Como muito dito, senti muita fome lendo esse livro e muita vontade de cozinhar também! São inúmeras referências gastronômicas de várias regiões da Itália e nossa! Foram informações muito prazerosas de saber. Gostei mesmo. É muito informativo e divertido, uma excelente leitura de entretenimento. Uma gostosura!

(Foto: Murilo Viégas)


Se você gostou dessa resenha e se interessou por O Alimento do Amor, quer não apenas lê-lo mas olhar todos os dias pra ele ali guardadinho na sua estante, é só clicar no link aí no finalzinho da postagem, assim você pode dar uma olhada no preço do livro, até comprá-lo, além de ajudar muito na manutenção do blog.

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Não sei se você sabe, mas sou associada Amazon, que é o site por onde geralmente compro meus livros, por isso recomendo. Clicando nos links de cada vez que o título da obra é citado na postagem ou clicando AQUI, você pode dar uma olhadinha no preço e outros detalhes físicos lá no site e, de quebra, ainda dá uma forcinha pro meu trabalho aqui no blog.

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Esta foi mais uma resenha no UPBL, espero que você tenha gostado e tenha ficado logo com vontade de ler bastante! 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Release Editorial: "Introdução ao Estudo de Fernando Pessoa" de Fernando Cabral Martins

Há algum tempo recebi um email da Ateliê Editorial para receber releases (informativos para divulgação) das próximas publicações. Claro que aceitei. Então hoje recebi o primeiro e já trouxe pra você dar uma olhada.



Primeiramente, a Ateliê Editorial está no mercado há mais de vinte anos disseminando as artes: ensaios, críticas, arquitetura, estudos sobre o livro, clássicos da literatura, comunicação, segmentos acadêmicos... é um bocado de assunto muito bom! Daí você tira o quanto deve ser interessantíssimo "Introdução ao Estudo de Fernando Pessoa".


Fernando António Nogueira Pessoa foi um poeta português considerado um dos principais poetas lusitanos da História da literatura. Agora a Ateliê Editorial está lançando "Introdução ao Estudo de Fernando Pessoa", escrito pelo português crítico de referência em Pessoa, Fernando Cabral Martins, há mais de duas décadas dedicado aos estudos sobre o poeta e sua obra.

Além de todo o trabalho conhecido de Fernando Pessoa, o autor deixou ainda um conjunto de textos inéditos. Segundo Fernando Cabral Martins, nos últimos anos foi considerável o avanço na publicação desse material, bem como no conhecimento dos vários aspectos de uma obra muito vasta. Por isso, em Introdução ao Estudo de Fernando Pessoa ele buscou apresentar uma visão geral da escrita e da atividade pública do maior poeta português moderno, cujos documentos originais foram encontrados em 1935, ano de sua morte, em 91 envelopes arquivados numa célebre arca – a que se acrescentavam outros cinquenta guardados numa mala e em um armário. (Trecho do informativo/release)
Fernando Pessoa (Foto: S.A. e Maria José de Lencastre)

Fiquei interessada nesse livro, olha... nas minhas aulas de Literatura Portuguesa até o clima da turma ficava diferente quando chegava em Fernando Pessoa. Para quem estuda literatura e se interessa pela obra dele, esse é um livro imperdível, para quem quer conhecer um pouco mais, então, é uma maravilha, não é mesmo?
Introdução ao Estudo de Fernando Pessoa constitui um excelente roteiro para o entendimento de um dos poetas mais importantes da língua portuguesa. A vida e a obra do autor são apresentadas de maneira integrada, em torno dos temas centrais de sua trajetória, tais como:  a linguagem modernista, a criação dos heterônimos, as ideias políticas e estéticas e os diferentes projetos literários. Ao mesmo tempo em que  oferece, por exemplo, uma leitura nova do intrincado poema cujo fac-símile vem reproduzido no prefácio, Fernando Martins explica que após 75 anos de edições de inéditos, pode dizer-se que pelo menos a poesia de Fernando Pessoa está praticamente toda publicada. Por isso, “o livro tem antes a intenção de apresentar uma panorâmica de Pessoa tal como se conhece hoje”, diz. “Meu objetivo foi propor uma descrição e um comentário coerentes e, tanto quanto possível, completos da obra de Pessoa, à luz das mais recentes publicações, e fazê-lo procurando manter uma exigência de clareza e simplicidade”, completa. Assim, o autor acredita que a obra pode interessar tanto a leitores iniciantes quanto aos antigos conhecedores da obra de Fernando Pessoa.  (Trecho do informativo/release)
Informações da edição:
Formato: 14 x 21cm
Número de páginas: 264
ISBN:978-85-7480-753-9
Preço: R$ 42,00


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Agradeço o contato da Ateliê Editorial, espero ter conseguido fazer um bom trabalho por aqui. Agradeço também a você que me lê e me motiva a continuar com esse projeto. 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Entre a vida e o viver: "Bambi" de Felix Salten

Bambi nasceu no coração de uma floresta misteriosa, assistido por uma gralha-azul meio tagarela. A partir desse momento, o mundo selvagem ganhou uma vida para desbravar seus sentidos, enquanto o mundo literário ganhou uma personagem histórica nos registros da literatura infanto-juvenil.

(Foto: Jéssika Laranjeira)


O título original, "Bambi - Eine Lebensgeschichet aus dem Walde", foi traduzido aqui no Brasil como Bambi - Uma vida na Floresta, ou simplesmente Bambi. Escrito pelo austríaco Siegmund Salzmann sob o pseudônimo Felix Salten.

Felix Salten em Viena, 1910. (Foto: Ferdinand Schmutzer)


Essa obra singela, cheia de grandes significados diante de um sentido para a vida, foi publicada em 1923 e ganhou repercussão mundial com a adaptação audiovisual dos Estúdio Walt Disney em 1942. Assista ao trailer do filme:


Nesta resenha não pretendo necessariamente comparar filme e livro, até porque isso não é uma coisa tão legal de fazer só por fazer, já que livro é uma coisa e filme é outra, não são e nem devem ser cópias fiéis, sem contar que é impossível, são campos da arte bem diferentes. Entretanto, vou traçar alguns pequenos pontos para você que conhece o filme, ou não mas já ouvi falar, conseguir seguir com tranquilidade e quem sabe se empolgar para ler logo esse livro lindinho.

(Foto: Jéssika Laranjeira)


Bambi é um cervo que nasceu daquele jeitinho que descrevi lá no início, ou seja, bem diferente do filme. Em vídeo Bambi nasce e já é paparicado por todos os passarinhos e coelhinhos e bichinhos fofinhos que cantarolam a chegada do príncipe na floresta. Isso foi a Disney que fez. No livro, Bambi nasce como qualquer ser vivo nasce: um ser comum, um ser praticamente anônimo diante do mundo.

(Foto: Jéssika Laranjeira)



Ele veio ao mundo no meio da floresta, numa dessas clareiras escondidas na mata que parecem abertas de todos os lados, mas que na verdade estão protegidas por todos os lados.
Naquele lugar havia pouco espaço, apenas o suficiente para ele e a mãe.
Lá estava ele, inseguro sobre as patas finas, o olhar perdido de olhos embaçados que não viam nada, a cabeça caída, tremendo bastante, e ainda muito tonto.
- Mas que bebê lindo! - exclamou a gralha-azul. (Página 5) 
Aos poucos o pequeno cervo vai aprendendo detalhes importantes para sua sobrevivência. Assim como qualquer filhote curioso, Bambi segue os passos da mãe por todo canto e descobre alguns cantinhos da floresta com muita graça. Encontra primos também filhotes, Falena e Gobo, com os quais brinca até cansar pelos campos da floresta. A floresta que é a casa de todos eles, a floresta que, apesar de todos saberem, em algum momento da vida, o quanto é perigosa, vão aprendendo a gostar e a relevar alguns acontecimentos em função da vontade de viver.

(Foto: Jéssika Laranjeira)


Quando Bambi começa a crescer e percebe que sua mãe não fica mais tanto tempo com ele protegendo-o dos perigos, o desnorteamento dele fica mais constante. Certo dia ele até começa a caminhar sozinho pela floresta choramingando atrás da mãe... até que encontra um cervo adulto que lhe repreende, diz a ele que deveria aprender a andar sozinho. Bambi adorava os cervos adultos (os machos, no caso), os animais a sua volta os chamavam de príncipes.

(Foto: Jéssika Laranjeira)


O tempo vai passando e as mudanças vão chegando cada vez mais intensas para o filhote. O grande inverno chega e Bambi tem que aprender a viver sozinho, a ouvir os que ele considera sábio, a caminhar numa via de mão dupla para um cervo como ele: o amor e o instinto. A vida na floresta não é tão simples quanto parecia na infância e Bambi teve que aprender com isso.

Referência ao filme da Disney. (Foto: Jéssika Laranjeira)


Essa é uma obra carregada de sutis (às veze nem tanto assim) críticas ao relacionamento humano com a natureza e entre seus iguais ( forma como o ser humano trata os animais corta ainda mais o coração porque não fica só na ficção) tendo em vista que Bambi é uma clássica fábula, ou seja, as personagens são animais antropomorfizados (atropo = homem/ser humano, morfizados = em forma de), logo muitas ações e características psicológicas tem toda uma relação com problemas, dúvidas e buscas humanas nessa vida.

(Foto: Jéssika Laranjeira)


Um ponto que me chamou muita atenção foi o diálogo entre duas folhas, as únicas que restavam numa árvore quase nua. Era uma clara metáfora sobre a vida e a morte. Achei simplesmente fantástico!

As folhas do grande carvalho àbeira da campina não paravam de cair. Caíram de todas as árvores. Um galho se erguia alto sobre os outros e se esticava longe em direção ao campo. Na extremidade dele, duas folhas estavam sentadas lado a lado.
- Não é mais como antigamente - disse uma das folhas.
- Não mesmo - respondeu a outra. - Esta noite tantas de nós se foram... somos quase as únicas aqui no nosso galho.
- Não se sabe quem será a próxima - disse a primeira. - Quando ainda estava quente e o sol brilhava, às vezes havia uma tempestade ou um aguaceiro e, já naquela época, muitas de nós eram arrancadas, mesmo as muito novas. Não se sabe quem será a próxima. (Páginas 73-74)

Nessa narrativa de vida do Bambi, também senti pontadas em mim. Ainda moro com meus pais e tenho 22 anos, muitas pessoas com mais idade que eu também moram com os pais e sentem que às vezes é difícil deixá-los. Não deixá-los no sentido de abandono, mas no sentido de não mais depender tanto deles. É uma fase complicada. Então refleti muito sobre isso lendo a vida na floresta do Bambi, porque era um pouquinho do meu sentimento, de vez quando, em relação à vida na cidade.

(Foto: Jéssika Laranjeira)

Três curiosidades sobre a obra: a primeira é que o nome "Bambi" remente ao nome "bambino", que significa "criança" em italiano. A segunda é que Felix Salten escreveu uma continuação da história do cervo, mas não fez tanto sucesso quanto a primeira. A terceira é que durante o regime nazista, Bambi foi banido por Hitler por ter sido considerado uma alegoria à forma como os judeus eram tratados, visto, sob a ótica nazista, como uma afronta política e ideológica.

(Foto: Jéssika Laranjeira)


A edição que você vê nas fotos é da extinta editora Cosac Naify, publicada em 2015, traduzida por Christine Röhrig e ilustrada por Nino Cais. Não sei se você sabe, mas todos os livros da editora que restaram para venda estão constantemente em promoção na Amazon, site oficialmente responsável pelas vendas dos livros da editora, inclusive comprei meu exemplar por lá (aliás, "comprei", porque eu escolhi mas foi para o meu irmão me dar de presente, haha). É uma obra realmente bela!

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Muito obrigada a todos que comentam e acompanham o blog, Sei que o trabalho é de formiguinhas, mas tenho grandes esperanças de que muitas pessoas ainda vão conhecer e se apaixonar pela leitura por meio desse blog. Obrigada mesmo! 

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Observação: Sim, eu mesma bati as fotos, foi com o temporizador, hahaha.

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